terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Avalon High - Meg Cabot


AVALON HIGH pode não ser exatamente o lugar onde Ellie gostaria de estudar, mas até que não é tão ruim assim. Uma escola americana normal, freqüentada pelos mesmos tipos de sempre: Lance, o esportista; Jennifer, a animadora de torcida; e Will, o presidente da turma, jogador talentoso, bom moço... e muito charmoso! 

Mas nem todos em AVALON HIGH são o que parecem ser... nem mesmo Ellie, como ela logo vai descobrir. Depois de um esbarrão durante uma corrida no parque, os destinos de Ellie e Will parecem estar irremediavelmente entrelaçados. 

Ela começa a notar uma série de estranhas coincidências entre o seu cotidiano e a lenda do Rei Arthur – nomes similares, triângulos amorosos, sociedades secretas – mas qual seria seu verdadeiro papel nessa história? Como em Camelot, estariam seus novos amigos fadados a um trágico destino? E pior, o que ela pode fazer para impedir que uma profecia milenar se cumpra mais uma vez? 

Misturando fantasia, história e romance, Meg Cabot acerta mais uma vez. Uma versão inteligente e bem-humorada da lenda arthuriana!


RESENHAS



Eu sempre ouvi falar muito bem de Meg Cabot, mas eu mesma nunca tinha lido nenhum livro dela e a ideia de ler Avalon High veio depois de eu ver o filme.

ok. ok. O filme não tem nada a ver com o livro. Primeiramente porque no filme eles colocam personagens que não existem o livro o que foi bem bizarro já que geralmente ocorre exatamente o contrário (ou seja, retiram-se personagens) e o final é completamente diferente – ainda bem! Diga-se de passagem, porque antes de ler o livro eu sai “vasculhando” por aí alguém que pudesse me passar essa informação sem me contar um spoiller e fiquei feliz em saber que a menina não era o rei Arthur.

Hello! Que ideia Mara uma menina ser o rei Arthur.

Não.

Não mesmo.

Então se você estiver apenas com esse mesmo receio para com o livro, pode esquecê-lo porque os roteiristas viajaram legal e a Tia Meg não faria algo do tipo.



Agora no livro a historia começa basicamente da mesma forma que o filme, Elaine muda de cidade porque os pais dela estavam fazendo pesquisa sobre a idade média e ao contrário da grande maioria ela acha a idade media entediante. Fato que ela explica falando sobre “morrer de velhice aos 20 anos” (nesse caso eu acabei de entrar para a melhor idade...), “morrer de gripe”, “perder os dentes”, e coisas afins que geralmente nós relevamos (principalmente quando estamos lendo aqueles romances históricos que nos falam de homens super gostosos com trinta anos, todos os dentes na boca - e brancos, com músculos em dia). Isso deixa o livro super engraçado.

Elaine tem experiência em mudar de escola, já que os pais dela fazem viagens de pesquisa a cada quatro anos, não que ela seja do tipo popular, mas o garoto mais popular da escola – ao contrario do que dita a regra, é um cara muito legal e que aparece na casa dela para visitá-la depois do primeiro dia de aula falando que tem a sensação que já a conhecia. Bem doido claro, mas quem se importa quando o cara além de simpático, gente boa é um tremendo gato?

Claro que ninguém é perfeito. E o defeito de Will (o cara simpático, gente boa e gato) é sua família, que aparentemente, não é nenhum pouco estruturada. Principalmente o “irmão de aluguel” dele, Marco, que vive infernizando a vida de Will, – pasmem! – tentou matar um professor e que parece dar um jeito de colocar tudo que acontece com eles como se eles fizessem parte da lenda de Arthur.

É claro que Elaine não gosta nenhum pouco desse historia, já que todos parecem achar que ela é a Lily Maid, sim, aquela mulher sem noção que se matou porque um cara largou ela para ficar com outra mulher. E ela sequer gosta do Lance, que é o melhor amigo de Will e que tem um caso com a namorada dele, e para falar a verdade acha Jennifer uma garota bem legal. Sem contar o fato de que ela tem uma quedinha... Ok, um verdadeiro tombo, daqueles estilo salto de bang jump mesmo, pelo Rei Arthur – digo, Will.

Eu achei muito interessante a visão que Meg colocou na historia. Trouxe a lenda do maior rei da Inglaterra para os dias atuais, ou seja, para interessar aos adolescentes. E Will agia exatamente como eu acharia que alguém com a fama do rei Arthur agiria nos dias atuais, principalmente quando se trata de bullying e pessoas que se acham melhor do que as outras só porque tem mais dinheiro.

O romance se desenrola suavemente, bem ao estilo de livros voltados para adolescentes, mas é encantador ver como Elaine e Will se envolvem um com o outro. A narrativa é limpa e cheio de comentários sarcásticos, o que eu adorei porque te faz rir toda hora.

Pois é. Acho que agora eu já posso entrar para o fã clube da Meg Cabot! rs

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