Quando terminamos um relacionamento tendemos a pensar apenas coisas boas dele. A ponto de voltarmos a ele e acabamos cometendo os mesmos erros. Então que tal uma visão fria de toda a coisa? Fazer uma listinha de coisas que você amava e das coisas que você não suportava.
O nosso conto de hoje é sobre isso. So enjoy.
Tem
dias que a gente acorda bem. Tem um
monte de coisas para fazer: arrumar a casa; ir ao banco; atender àqueles
clientes que você ficou de visitar. Então quando você já está com quase tudo
pronto vem uma notícia que te quebra. Nada pessoal como descobrir que um
parente próximo morreu ou que seu cônjuge está te traindo. Uma notícia banal
como uma banda que você gosta lançando um novo CD e as pessoas dizendo que a
vocalista é incrível.
Poxa.
É uma notícia de entretenimento como isso poderia arruinar o meu dia? Mas
arruinou. Eu não costumo reconhecer o que eu estou sentindo, mas sei dizer
quando não gosto de sentir algo. Eu gosto de ficar triste às vezes, ou de ficar
irritada. Não gosto de me sentir só – no sentido de não ter ninguém com quem
compartilhar meus medos e anseios, e não gosto de sentir inveja. Desses dois
apenas o último arruína meus dias. A inveja é um sentimento tão ruim. É uma
mistura de admiração com raiva, de orgulho com ciúmes. Pensar que alguém faz
algo tão bem – algo que você queria poder fazer – a ponto de receber elogios
antes de seu trabalho ser apresentado é desconcertante.
Para
piorar ainda mais a situação descobri que a minha melhor amiga do trabalho
roubou a minha promoção. Você pode até pensar que ela não a teria conseguido se
ela não fosse boa o bastante e tals. Só que esse é o problema – ela é boa no
trabalho, isso não vou negar, mas ela era de outro setor! Um setor que nada tem
a ver com o meu. Tanto que para ela fazer o trabalho dela eu que tinha que dar
auxílio, e nunca me questionei sobre o fato dela ser promovida e até fiquei
feliz. Então por que isso agora? Ela chegou no meu chefe e disse que queria se
demitir porque não gostava do trabalho. E ninguém gosta de perder os bons
funcionários. Ele a promoveu no meu lugar por causa disso. Ela não ficou muito
tempo porque não se adaptou ao cargo e quem teve que assumir no lugar dela? A
segunda opção aqui, claro.
Hoje
ela está trabalhando na empresa que eu mais queria trabalhar, acredita? Eu não
sinto inveja dela – porque estou bem melhor do que ela agora, mas eu sinto que
fui tão tola todas as vezes que a ajudei, ou que a chamei para comer na minha
casa. Conseguiria falar com ela naturalmente – fato, mas jamais acreditarei
novamente em alguém que de forma direta ou indireta (veja o caso relatado)
possa estar concorrendo com você por alguma coisa. E nem farei nada porque meu
chefe é bonzinho comigo, meu chefe não foi bonzinho comigo ao dar a minha
promoção para outra pessoa só porque ela o colocou contra a parede e depois
veio até mim para corrigir o erro dele.
Ainda
tem o meu chefe, claro. Eu era o tipo de funcionaria que ele sempre podia
contar. Domingo, feriado, turno extra. EU sou do tipo de pessoa que gosta de
trabalhar. Só que qualquer coisa que eu fizesse de errado ele vinha me jogar na
cara. Mesmo depois que os problemas já estavam solucionados ele vinha fazer
terror psicológico em mim. Teve uma vez que ele me pediu para achar um
documento que eu tinha entregado para o meu superior e que no final das contas
eu descobri que ele só me deixou louca atrás daquilo porque ele o tinha
encontrado em cima da mesa da pessoa a quem eu tinha entregado e achou que eu tinha
perdido. O documento estava em cima da mesa dele, do meu chefe.
Quando
saímos de um relacionamento temos a mania de só pensar nas coisas boas que ele
nos trouxe, mas analisando friamente – e sim eu estou analisando isso
friamente, nós relevamos muitas coisas pelo bem comum. Agora que eu me livrei
desse emprego que me sugava eu não vou mais voltar. Nunca. Nem que eu esteja
necessitando. Porque eu não vou percorrer caminhos que eu já percorri e vi que
não davam certo. Eu posso conseguir algo melhor porque eu gosto de trabalhar.
Tanto que o meu agora ex-chefe é doido para eu voltar a trabalhar com ele. Eu sequer sinto falta. Sabe o que é você
trabalhar todo dia em um lugar durante dois anos e não sentir a menor falta? Eu
estou desse jeito, e olha que eu amava o meu trabalho – nossa e como!
O
meu dia começou bem, teve o seu ápice terrível na inveja de algo que eu nunca
vou ser (de acordo com a minha mãe) e termina com minhas reflexões tristes na
cama de que eu gastei dois anos da minha vida acreditando e pondo meus esforços
em coisas e pessoas que não estavam nem aí para mim.



Pois é. Eu terminei um namoro e depois voltei. Acabei terminando pelo mesmo motivo da primeira vez. Como você disse a gente esquece do porquê terminou, acho legal sua idéia de fazer uma listinha de prós e contras.
ResponderExcluirbeijos
aff
ResponderExcluirO carma kkkk
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