Aos dezenove anos, trabalhando como garçonete, ela começou a
economizar o dinheiro das gorjetas para viajar pelo mundo.
Na tentativa de compreendê-lo e dar sentido à vida, viajou
como mochileira pela América Latina, Laos, Bangladesh e Índia. Encorajada por
suas experiências, acabou indo também ao Sudão, Síria e Paquistão. Em países
castigados pela guerra, como o Afeganistão e o Iraque, ela iniciou uma carreira
como repórter de televisão. Até que, em agosto de 2008, viajou para a Somália —
“;o país mais perigoso do mundo”;. No quarto dia, ela foi sequestrada por um
grupo de homens mascarados em uma estrada de terra.
Mantida em cativeiro por 460 dias, Amanda converteu-se ao
islamismo como tática de sobrevivência, recebeu “;lições sobre como ser uma boa
esposa”; e se arriscou em uma fuga audaciosa. Ocupando uma série de casas
abandonadas no meio do deserto, ela sobreviveu através de suas lembranças —
cada um dos detalhes do mundo em que vivia antes do cativeiro —, arquitetando
estratégias, criando forças e esperança. Nos momentos de maior desespero, ela
visitava uma casa no céu, muito acima da mulher aprisionada com correntes, no
escuro e que sofria com as torturas que lhe eram impostas.
De maneira vívida e cheia de suspense, escrito
como um excepcional romance, A Casa do Céu é a história íntima e dramática de
uma jovem intrépida e de sua busca por compaixão em meio a uma adversidade
inimaginável.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Vou responder aos seus comentários aqui mesmo, ok?